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Metade dos pacientes apresenta algum sintoma antes da morte súbita
Ataque cardíaco tem 90% de risco de morte se ocorrido fora de hospital

Ataque cardíaco tem 90% de risco de morte se ocorrido fora de hospital

PIXABAY

Metade dos pacientes que sofrem uma parada cardíaca fora do hospital apresentaram pelo menos um sintoma nas horas ou dias anteriores, mostra um novo estudo americano publicado no Lancet, feito pelo Cedars-Sinai Health System, em Los Angeles. O objetivo dos autores era ajudar a identificar sinais precoces desse evento, já que ele tem uma altíssima taxa de mortalidade, chegando a 90% quando ocorre fora de uma unidade de saúde.

Embora o infarto seja a causa mais associada a uma parada cardíaca, outras condições, como doenças congênitas do coração e arritmias, também podem estar por trás do problema. Já os casos relacionados a traumas e uso de drogas foram excluídos da pesquisa.

Os autores fizeram um estudo observacional, avaliando dois conjuntos de pacientes que acionaram serviços de emergência ao relatar sintomas similares e que tinham testemunhas do evento capazes de informar como eles se sentiam no momento do evento ou horas antes. Um dos grupos, com cerca de 400 indivíduos, era formado por pacientes que de fato tinham sofrido uma parada cardíaca. Eles foram comparados a um grupo de controle, com mais de 1.100 pessoas que apresentaram outros problemas de saúde. Assim, foi possível delinear quais seriam os sintomas mais associados a problemas no coração.

Entre os cardíacos, metade havia apresentado um sintoma horas antes ou no dia anterior. Os mais comuns foram dor no peito e falta de ar, que apareceram em mais de 30% dos casos, além de transpiração intensa e uma espécie de convulsão, caracterizada por alterações nos movimentos e na visão. Os homens sentiram mais dor no peito, falta de ar e transpiração excessiva, enquanto as mulheres tiveram mais falta de ar. Tontura, problemas abdominais, fraqueza e náusea foram menos comuns do que no outro grupo de pacientes.

Embora os autores reconheçam as limitações da metodologia — que incluem imprecisões nos relatos dos sintomas e o fato de a comparação ser entre dois grupos não necessariamente com as mesmas características —, os dados reforçam os indícios mais comuns, que merecem atenção redobrada. Um estudo anterior já havia demonstrado que apenas uma minoria (cerca de 19%) de pacientes procura ajuda médica antes de um colapso, nos primeiros sinais de que há algo errado.

“Estudos mostram que homens e mulheres podem apresentar sintomas diferentes antes de uma parada cardíaca por infarto”, diz a cardiologista Patrícia Guimarães, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Questões anatômicas, biológicas, além das diferenças hormonais contribuem para alterações nos vasos do coração”, explica.

Por isso, elas costumam sentir mais os chamados sintomas atípicos — como falta de ar, fraqueza, náuseas, dor nas costas e até no pescoço e na mandíbula —, e não necessariamente a dor clássica no meio do peito. Mas a cardiologista explica que todo sintoma novo ou diferente, ou que chame atenção, merece uma investigação.

Vale lembrar que a melhor forma de evitar um ataque cardíaco é a prevenção precoce, com um acompanhamento feito por especialista. “Cada indivíduo é diferente e tem sintomas diferentes, por isso cada um deve ter uma estratégia para prevenir e detectar precocemente problemas cardíacos”, frisa a médica.

“É importante a individualização do tratamento, levando em conta a história de vida, os antecedentes familiares, hábitos e a presença de outros fatores de risco, como hipertensão e colesterol alto. O médico vai traçar uma estratégia para cada um, incluindo exercícios, dieta e medicamentos, se for preciso.”

Diante de um paciente com suspeita de parada cardíaca, a primeira coisa a ser feita é chamar o socorro — sejam os bombeiros, seja o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). “Nosso ímpeto é querer ajudar, mas o atendimento sozinho não adianta. O socorro envolve um trabalho em equipe, e chamar ajuda é o que faz o atendimento mais preparado chegar a tempo. Isso é que salva vidas”, ressalta a cardiologista.

 

Fonte: (R7)


 

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